PM espera parecer da PGDF até sexta para contratar banca de concurso

Apesar da autorização do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para dar continuidade ao concurso público da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o órgão ainda não assinou contrato com o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), banca organizadora do certame. Isso porque o processo está na Procuradoria-Geral do DF aguardando parecer jurídico.

A PGDF tem até sexta-feira (8/12) para emitir manifestação jurídica sobre o concurso. O documento é feito pela área especializada em atividade consultiva da Procuradoria. Por meio da assessoria de comunicação, o órgão afirmou que, embora o prazo possa ser prorrogado, a previsão é de que o documento seja entregue no fim desta semana.

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Segundo o comando da Polícia Militar, assim que o processo retornar à corporação, o contrato com o Iades será firmado, dando prosseguimento ao concurso. A seleção visa a contratação de 2.024 novos PMs para o Curso de Formação de Praças (CFP), na graduação de soldado. A remuneração inicial prevista é de R$4.069,06, durante o CFP, mais auxílio-alimentação.
Enquanto isso, nas salas de aulas e bibliotecas do DF, os concurseiros aguardam a publicação do edital. Gilmar da Silva Nascimento é aluno do curso preparatório do Grancursos, em Taguatinga, e revela que mudou todo seu planejamento de vida contando com a possibilidade de o edital ser publicado ainda em 2017.

“Saí do emprego em maio e, desde então, venho me dedicando exclusivamente ao preparo para esse concurso. Cheguei a fazer o (concurso) do Bombeiros e não passei por pouco, isso me motivou a largar tudo para estudar”, afirma.

Limite de idade
Aos 30 anos, Gilmar está no limite para participar do concurso. Essa foi justamente a idade máxima permitida em edital para os candidatos se inscreverem no último concurso da PMDF, em 2012. Também por isso, a ansiedade é grande.

“Além dos amigos de sala de aula, participo de vários grupos de concurseiros que estão no aguardo do edital. A carreira policial é um sonho para muitos. Conheço gente que extrapolou a idade e não poderá mais fazer a prova, é lamentável. Eu já tenho 30 anos e espero que o edital saia o quanto antes”, diz.

O estudante conta que sua rotina é voltada para a aprovação no certame. “Meu dia é todo planejado. Pela manhã, faço cursinho, à tarde, estudo mais quatro horas por conta própria. Em seguida, vou para a academia correr e fazer musculação, pois, além da prova objetiva, vamos enfrentar o teste físico.”

Apesar da demora na publicação do edital, Gilmar não desanima e diz que se sente preparado para as provas. “Fiz outros dois concursos do TST e do TRF 1ª Região para testar meus conhecimentos e fui bem, mas sempre sonhei em ser policial”, finaliza ele.

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